No fim do livro, há uma confissão: ele não foi escrito por quem alcançou a consciência que descreve. Foi escrito por quem percebeu a distância entre o que conhecia e o que conseguia viver.
O Aprendiz observa muito antes de ter linguagem para explicar o que percebe. Vê como os mais antigos tratam quem erra. Percebe quais perguntas são acolhidas e quais provocam constrangimento.
A iniciação não torna ninguém imune à impaciência, à agressividade, ao medo ou à vaidade. Pior: é possível usar o vocabulário maçônico para justificar exatamente essas coisas.
O iniciado recebe símbolos, mas precisa interpretá-los. Encontra uma tradição, mas deve compreendê-la. Assume compromissos, mas terá de decidir diariamente como convertê-los em conduta.
Educar significa desenvolver capacidades: atenção, reflexão, discernimento, autonomia, responsabilidade e domínio de si. Domesticar significa adaptar alguém à obediência, tornando-o previsível e dependente de aprovação.