Fim do dia. A discussão de mais cedo ainda volta à cabeça, e com ela a frase que você deveria ter dito para ganhar. Talvez valha olhar a cena de outro jeito.
É fácil ser tolerante sozinho. É fácil ser justo quando nada está em jogo. A prova chega na reunião de condomínio, no grupo da família, na mesa ao lado de alguém que pensa o contrário de você.
Seu filho erra a conta. O estagiário erra o relatório. A mão já vai sozinha para corrigir. É rápido, é eficiente, e talvez seja exatamente o que impede a pessoa de crescer.
O capítulo final de “A Engenharia da Consciência” começa admitindo que o livro chega ao fim com menos certezas do que o título talvez prometesse. E o autor escreve: considero isso uma vitória.
Quem educa um filho, forma uma equipe ou orienta alguém conhece a tentação: e se a pessoa simplesmente fizesse sempre o que é certo, sem precisar pensar?
Muita gente entra na Maçonaria com a imagem dos livros: homens dedicados ao estudo, à fraternidade, ao aperfeiçoamento. E depois encontra sessões longas, vaidades, discursos previsíveis.
Em toda família, empresa ou instituição chega o dia em que alguém mais novo pergunta: por que fazemos assim? A reação a essa pergunta diz muito sobre a saúde do lugar.
Almoço de domingo. Você sente que mudou muito nos últimos anos. Pergunte a quem está sentado à mesa. A resposta pode surpreender, para um lado ou para o outro.