Quem já ensinou alguma coisa conhece as duas saídas diante de uma resposta errada. Uma é rápida. A outra dá trabalho.
O capítulo 5 de “A Engenharia da Consciência” dá nome a elas. Há uma forma de correção que encerra o pensamento: “está errado porque eu sei”. E existe outra que o prolonga: “vamos observar a fonte, comparar e descobrir onde a interpretação deixou de se sustentar”.
A segunda dá mais trabalho. Exige paciência e admite que o instrutor também pode descobrir algo. Entretanto, somente ela trata o iniciado como consciência em formação, e não como recipiente destinado a repetir respostas.
A seção termina com duas exigências inseparáveis: o direito de investigar e o dever de fazê-lo com honestidade. Sem o primeiro, nasce o dogma. Sem o segundo, nasce a arbitrariedade.
Na última vez que você corrigiu alguém, qual das duas frases usou?
“A Engenharia da Consciência”, de Leandro Dotti, está disponível em edição física, com envio pelos Correios para todo o Brasil, e no Kindle, gratuito para assinantes do Kindle Unlimited.
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